A Ikebana, palavra de origem japonesa que significa “fazer viver as flores” (ike de Ikey = fazer viver; e bana de Hana = flor), ou “dar mais vida à flor“, é uma arte japonesa com origem na Índia como oferenda a Buda, depois incorporada pela cultura nipônica, pela qual é mais conhecida.
O termo, tal como é, surgiu no século XVI, época em que os arranjos passaram a enfeitar os ambientes onde se faziam a cerimônia do chá ou Chadô, mas antes disso os japoneses já utilizavam a Ikebana de modo semelhante à sua origem, ofertando-as aos seus deuses e antepassados.

Filosofia, arte e equilíbrio
Diferente dos arranjos florais do ocidente, a Ikebana encanta principalmente pela sua suavidade linear, ritmo e harmonia, características distintas da milenar cultura nipônica. E não somente pela estética do arranjo que a Ikebana tem estes atributos, mas também pela busca do equilíbrio que esta arte procura retratar os elementos do universo: o céu (Shin), o homem (Soe) e a terra (Tae ou Hikae). A filosofia que envolve a Ikebana merece atenção especial, pois este é o ponto que a distingue dos arranjos ocidentais, onde procura-se valorizar o volume e a quantidade de flores, além de haver um descarte de flores tidas como “tortas” ou “imperfeitas”, fazendo parecer que a natureza as tivesse desenvolvido de forma errada.
De acordo com a sensibilidade do praticante da Ikebana, a forma tortuosa da planta é vista como movimento, até mesmo por que na natureza nada é estático. Então, valorizando o que a natureza oferece ao ser humano, o praticante da ikebana transforma esta harmonia do universo em obra de arte.
Como fazer uma Ikebana?
Se o minimalismo e a delicadeza da Ikebana lhe encanta, não perca o nosso post desta próxima sexta, quando lhe ensinaremos como fazer uma Ikebana.
Fonte das imagens: Asien-Zahause, Orange Tinted Glasses, Old Photos of Japan e Zen Images – Ikebana Blog










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